<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7233552</id><updated>2011-04-21T19:15:14.847+01:00</updated><title type='text'>sobre cultura</title><subtitle type='html'>um desafio à criatividade</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sobre_cultura.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7233552/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobre_cultura.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>carmen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08691154982466840997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>3</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7233552.post-108689910622646568</id><published>2004-06-10T21:22:00.000+01:00</published><updated>2004-06-10T21:25:06.226+01:00</updated><title type='text'>Espia da Terra</title><content type='html'>O dia fecha de novo os seus olhos &lt;br /&gt;E a noite como norma aparece&lt;br /&gt;A lua, lá no alto, intimida-se,&lt;br /&gt;Escondendo a sua outra face.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torna-se uma espia da terra&lt;br /&gt;Que observa os actores do drama&lt;br /&gt;Alheios a tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo evolui &lt;br /&gt;E a lua esconde-se &lt;br /&gt;Para não presenciar o seu fim.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7233552-108689910622646568?l=sobre_cultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobre_cultura.blogspot.com/feeds/108689910622646568/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7233552&amp;postID=108689910622646568' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7233552/posts/default/108689910622646568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7233552/posts/default/108689910622646568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobre_cultura.blogspot.com/2004/06/espia-da-terra.html' title='Espia da Terra'/><author><name>carmen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08691154982466840997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7233552.post-108661372312677181</id><published>2004-06-07T14:06:00.000+01:00</published><updated>2004-06-11T00:17:51.593+01:00</updated><title type='text'>Da vida ao momento de transição</title><content type='html'>Mass and Empathy reafirma o carácter humanista da obra de Antony Gormley, um dos mais importantes nomes da escultura britânica contemporânea. Critical Mass e Domain Field são dois trabalhos, realizados em tempos e com propósitos diferentes, mas que no seu conjunto estimulam sensações e reflexões sobre o humano, nomeadamente a vida em sociedade e os conflitos daí resultantes e, por outro lado, a consciência da morte e do desconhecido.&lt;br /&gt;Ao percorrer a exposição, o espectador é integrado na obra, dando-lhe outra dimensão ou visibilidade. Este impacto faz dele, não um mero observador, mas um participante activo na interpretação subjectiva da obra apresentada. A forma como as peças estão dispostas no espaço ganha um significado globalizante, na medida em que cria um ambiente próprio, que serve o objectivo do artista de criar um todo através das partes. &lt;br /&gt;A composição das formas que protagonizam as duas instalações e a disposição destas num espaço contextualizado, permite uma ligação intrínseca, mas de certa forma contrastante entre os dois ambientes criados.&lt;br /&gt;Os seres metálicos que habitam Domain Field ganharam forma a partir de corpos reais. Uma multidão, da qual fazem parte elementos com configurações físicas distintas, decorrentes de níveis etários, géneros e estaturas diversificadas. Cada corpo resulta de uma fusão de fragmentos, que aludem a uma estrutura ou montagem, proporcionando a transparência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://img78.photobucket.com/albums/v293/carmencabrera/Mass_and_empathy.bmp&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da ilusão de convívio e proximidade, simulada pela transparência das formas, estes seres aparecem isolados na forma como se organizam no espaço. Este facto conota a presença do individual inserido no colectivo. Uma recriação do espaço público e da dinâmica da multidão, que alastra e transborda para o exterior da galeria de exposições da Fundação Calouste Gulbenkian.&lt;br /&gt;Domain Field não é apenas uma exposição de corpos transparentes. Importa referir a importância das características do espaço para a recepção da obra. Ao nível térreo, um corredor envidraçado permite a relação interior/exterior, tornando-se ele próprio num espaço transparente, que aproveita a luz natural e fria para criar um ambiente puro, de tranquilidade.&lt;br /&gt;A leveza de Domain Field dissipa-se quando nos dirigimos para Critical Mass, situada uns andares mais a baixo. Um sítio não convencional, que até então tem servido para o armazenamento de material.&lt;br /&gt;A recorrência a um espaço alternativo para exposição de Critical Mass funcionou como uma adequação conceptual. As formas de chumbo, densas e impenetráveis, conjuntamente com a obscuridade do lugar, produzem um desconforto e intimidação face ao desconhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://img78.photobucket.com/albums/v293/carmencabrera/critical_mass.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da repetição das formas, moldadas no corpo do próprio artista, as várias posições que assumem no espaço, alteram esta condição. Posições tensas, desde a suspensão de corpos à má queda, transmitem a ideia de caos. Um ambiente de tortura, conjugado com a reacção a uma explosão, em que os corpos caem dispersos ou amontoados.&lt;br /&gt;Mass and Empathy faz ressaltar dicotomias e questões com as quais o ser humano se debate quotidianamente: da tranquilidade da vida à agonia do momento de transição.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7233552-108661372312677181?l=sobre_cultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobre_cultura.blogspot.com/feeds/108661372312677181/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7233552&amp;postID=108661372312677181' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7233552/posts/default/108661372312677181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7233552/posts/default/108661372312677181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobre_cultura.blogspot.com/2004/06/da-vida-ao-momento-de-transio.html' title='Da vida ao momento de transição'/><author><name>carmen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08691154982466840997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7233552.post-108661157528879427</id><published>2004-06-07T13:29:00.000+01:00</published><updated>2004-06-10T23:52:55.326+01:00</updated><title type='text'>Espelho meu, espelho meu</title><content type='html'>Quando comprei a minha casa, a minha primeira aquisição foi um espelho. Queria que à medida que ficasse mobilada, se fosse compondo uma nova imagem. A intenção seria que o reflexo me ajudasse a tomar decisões relativamente à configuração ou disposição de objectos. O que eu não conseguiria ver era se o espelho estaria colocado no sítio certo.&lt;br /&gt;Mas a minha casa já vinha com um espelho de oferta, talvez porque se sabia ser necessário. Afinal, qual a casa de banho que não obriga a veres-te ao espelho?&lt;br /&gt;Apesar do nome ser igual, os espelhos servem objectivos diferentes. Para além dos espelhos de estética e profundidade, colocados na parede da sala ou do hall de entrada, existem os espelhos pessoais, que servem o fascínio pelo corpo idealizado.&lt;br /&gt;Na minha e, penso que, em todas as casas, o uso dos espelhos é feito de uma forma interligada. Na casa de banho, o espelho geral e o de pormenor e no quarto, o espelho de corpo inteiro, que interfere na árdua tarefa feminina de escolher o que vestir. No entanto, parece que o espelho de entrada não tem apenas uma função decorativa, é simultaneamente um espelho de saída. E já com a porta aberta e o elevador a chegar, lanço, como sempre, um último olhar. Mas para não me desleixar, levo sempre comigo o espelho de retoques para algum azar.&lt;br /&gt;Entro no carro para ir trabalhar, e logo me deparo com o carro de trás. O espelho retrovisor é o espelho do condutor, mas se for acompanhada ainda há o espelho das atrasadas, que com o carro em andamento se esborratam com pinturas.&lt;br /&gt;O espelho é um objecto de uso frequente, assumindo um papel decorativo ou de orientação visual, numa perspectiva de comportamento ou de beleza exterior. Contudo, existe um espelho que não é espelho, que assina uma ruptura com a sua utilidade ou função – reflectir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://img78.photobucket.com/albums/v293/carmencabrera/espelho.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uns meses, quando visitei a exposição Corpus na Colecção Berardo, no Centro Cultural de Belém, deparei com uma tela de formato alternativo, mas não totalmente desconhecido. O que provocou em mim uma sensação de estranheza foi a fuga ao modelo standard da pintura: o Mirror de Roy Lichtenstein materializava o conceito clássico de espelho.&lt;br /&gt;Apesar do formato estabelecer uma relação de semelhança com o objecto real, nunca uma tela poderia reflectir. Eu não me vi a mim. Vi um espelho pintado, que tal como uma fotografia, captava um momento e, por isso, assumia uma configuração fixa.&lt;br /&gt;A realidade pode servir de inspiração à obra artística, mas esta nunca será capaz de substitui-la. Imaginei, naquele momento, como seria se colocasse no lugar do espelho do meu quarto a obra de Lichtenstein. Apesar daquela tela oval ter uma dimensão aproximada da do meu espelho, não era para ser usado, mas sim para ser olhado. Afinal, qual será o sentido de um espelho que não reflecte?	Ao recordar o meu dia-a-dia apercebi-me que o meu quarto seria o lugar errado, pois o que me fazia falta era ver-me do outro lado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7233552-108661157528879427?l=sobre_cultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobre_cultura.blogspot.com/feeds/108661157528879427/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7233552&amp;postID=108661157528879427' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7233552/posts/default/108661157528879427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7233552/posts/default/108661157528879427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobre_cultura.blogspot.com/2004/06/espelho-meu-espelho-meu.html' title='Espelho meu, espelho meu'/><author><name>carmen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08691154982466840997</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
